01/12/2011

Tributo ao craque Zidane

por Rafael Vasconcelos

Zidane é descendente de argelino e francês de coração. Tão frânces como o can-can  dança típica do país que surgiu em 1940. Na forma acrobática da quadrilha, o Can-Can é caracterizado pela sua liberdade de expressão. Zidane também é livre dentro de campo, tem avisão da águia, a precisão de uma cirurgia e a criatividade de um publicitário brasileiro.Fazia uma propaganda a cada jogada, seus gols vendiam produtos, vendiam sonhos, vendiam o futebol arte.

Zidane começou a anunciar seu futebol no Cannes. Seus direitos comerciais foram vendidos ao Bordeaux por 8 milhões de dólares, No Bordeuax conquistou títulos. Logo depois seu outdoor seria a Juventus de Turim. Na Juve Zidane conquistou 6 títulos, entre eles, o mundial de clubes. O Real Madri foi seduzido pelas suas apresentações, o clube desembolsou 77 milhões de euros pelo craque, Eles sabiam que Zidane era a alma do negócio. Pelo Real o rei do mercham conquistou a Liga dos Campeões e o mundial de clubes, além de outras 4 estatuetas.

Na seleção francesa Zidane mudou a dança, deixou o can-can de lado. Passou a ser romântico, transformava a bola em flor, dançava o ritmo lento do futebol bem. Quando Zidane conquistou a Copa de 98 descobriram que seu talento era do tamanho da Torre Eiffel. Seu futebol tão bonito quanto a noite de Paris.

Zidane escrevia versos com a chuteira, fazia poesia com a bola, seus gols eram sonetos e depois a torcida ficava encarregada da prosa. No final da carreira, misturou, a vida de publicitário com o can-can e a música romântica. Por um momento deu uma cabeçada em sua própria imagem, mas nada capaz de apagar tudo que ele fez.

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